O que o destino me disse
com caneta, fui assinar
Veja só, o acaso
fez a tinta acabar.
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O que o destino me disse
com caneta, fui assinar
Veja só, o acaso
fez a tinta acabar.
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Ah, se seis fosse nove
não veria o mundo ao contrário
pela fresta que me move.
Nove seria meia-dúzia
pra contar caixa de ovo
12, 18, que dúvida!
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Quando um te quer
dois lombriga.
No ato alho,
e seus bugalhos,
qualquer aliança
é mera providência.
Vixe Anguia!
Mulher pálida
come por nós.
Filho de eixo
parafuso quer.
Fim de estória.
Felizes pra non-sense.
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Faça, que te digo,
não escreva o que faço
acabe ao fim
em um poema escasso.
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O que vou dizer
que já não foi dito
pois até o que eu penso
já está sendo escrito?
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Sente na incerteza
no teatro dos signos
”reservado ao libriano”
será o aviso.
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Haicai nosso
de cada dia, perdoai
nossas palavras
assim como nós perdoamos
aqueles que nos são
prolixos.
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